Naiara Silva Marreiros, 19, e a prima dela, uma adolescente de 17 anos, foram apresentadas ontem à imprensa como sendo as autoras do assassinato do publicitário Charles Renê Magalhães Reis, morto com seis facadas no dia 20 de janeiro, no conjunto Jardim Sakura, Parque Dez. Elas foram presas por uma equipe de investigadores da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd).
“Nós não tínhamos a intenção de matá-lo. Queríamos somente roubá-lo”, confessou Naiara, a primeira a ser presa, na quinta-feira, 4, em plena via pública na Cidade Nova. Em depoimento, as primas revelaram passo a passo desde o primeiro contato que tiveram com a vítima até o roubo e assassinato.
As acusadas disseram que não são garotas de programa e afirmaram que conheceram o publicitário na manhã do dia 19, um dia antes do crime, quando andavam pelas ruas do Centro. Ele estava em seu carro com mais dois colegas. Eles as teriam abordado e as convidado para entrar no carro. Elas teriam dito que naquele momento não podiam porque tinham que fazer algumas compras. A vítima teria anotado o número do telefone delas e dito que ligaria à noite para saírem.
Naiara e a prima foram para casa e, por volta de 1h30, teriam recebido uma ligação do publicitário perguntando onde elas estavam. No momento estavam na Pizzaria Empório, na avenida Desembargador João Machado, Zona Centro-Sul. Charles teria ido pegá-las na pizzaria e de lá ido ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes para comprar uma garrafa de uísque. Depois, os três teriam seguido para a casa dele. Segundo Naiara, todos começaram a beber quando elas decidiram colocar Rohypnol na bebida de Charles.
A vítima adormeceu e elas começaram a juntar os objetos da casa e de uso pessoal dele. Por volta das 5h, lembraram que, ao acordar, a vítima poderia ir atrás delas e denunciá-las à polícia. Foi então que decidiram matá-lo.
As acusadas contaram que foi a adolescente quem deu a primeira facada no pescoço da vítima e que, nesse momento, Charles começou a debater-se. Então, elas colocaram uma toalha e um travesseiro para sufocá-lo e assim evitar que ele gritasse.
Em seguida, aplicaram outros golpes em diversas partes do corpo dele. O último foi no peito, onde o cabo da faca quebrou e a lâmina ficou cravada no coração da vítima. Certas de que o publicitário já estava morto, as acusadas fugiram em um táxi levando os objetos da vítima.
Joana Queiroz
Da equipe de A CRÍTICA