A grande quantidade de inquéritos não concluídos e a falta de dados nos laudos periciais, para auxiliar nos trabalhos de investigação, foram os principais problemas identificados na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), localizada no bairro Tancredo Neves, Zona Leste, na manhã de ontem, durante inspeção da Corregedoria Geral do Sistema de Segurança Pública do Estado e da Promotoria de Controle Externo da Atividade Policial (Proceap).
Os trabalhos foram realizados pelo ouvidor geral de Segurança Pública, Aluízio Paes Lima; o promotor de Justiça Antônio Mancília; e o corregedor de disciplina da Polícia Civil, delegado Alberto Ramirez Filho. Uma das medidas anunciadas durante a fiscalização será a criação de um sistema tanto digital, quanto manual, de registro de informações e que deverá ser compartilhado entre todas as delegacias especializadas e distritais.
“O objetivo desta visita não é o de detectar falhas, mas verificar o que impede a melhoria dos trabalhos da delegacia, além de fornecer orientações para corrigir esses defeitos”, salienta Ramirez.
A elaboração de laudos periciais, faltando dados suficientes para auxiliar nos trabalhos de investigação, ou o atraso na elaboração dos mesmos foram apontados por ele como o “calcanhar de Aquiles” da polícia. Por conta disso, nos próximos dias a Corregedoria deverá se reunir com toda a equipe da perícia técnica para viabilizar de que forma tais problemas poderão ser sanados.
De acordo com o promotor Antônio Mancília, um irregularidade verificada durante a inspeção foi o número de processos baixados pela Justiça, um total de 2.131, que datam de 1995 e que até o momento não foram concluídos pela especializada. “Isso é grave e demonstra que alguma coisa não está funcionando”, salienta. Ele informa que um relatório sobre a vistoria será expedido, contendo algumas providências que possam ajudar nas irregularidades verificadas.
Síntia Maciel
Da equipe de A CRÍTICA