A juíza da 3ª Vara Federal do Amazonas, Maria Lúcia Gomes, determinou, ontem, que a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) suspenda as matrículas dos candidatos selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As matrículas seriam iniciadas nesta segunda-feira.
A juíza acatou o pedido do Ministério Publico Federal no Amazonas (MPF/AM), encaminhado na última quinta-feira, de anulação do edital da universidade, que alterou o peso da prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2 para 1.
Maria Lúcia determinou que a universidade faça o recálculo das notas de redação, considerando peso 2 para a prova, e a reclassificação dos candidatos que se inscreveram na universidade, uma vez que a mudança na nota de redação foi feita depois da aplicação da prova e ainda no período de inscrição.
Em outubro do ano passado, a universidade publicou edital estipulando peso 2 para a redação do Enem e, em janeiro deste ano, publicou outro edital corrigindo o peso da avaliação para 1. Até o fechamento desta edição, o pró-reitor de Ensino e Graduação da Ufam, Adilson Hara, afirmou que ainda não havia sido notificado da decisão judicial e não podia se pronunciar.
A Ufam terá 72 horas para se manifestar sobre a decisão. A resposta da universidade ainda será analisada pela juíza, de acordo com a Justiça Federal. Ontem, o Ministério da Educação (MEC) divulgou a lista dos alunos selecionados pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu). No Amazonas, foram 1.785 candidatos selecionados.
A justiça Federal apontou ainda que os candidatos que se inscreveram para os cursos da Ufam poderão optar por qualquer um dos cursos disponíveis, uma vez eles alteraram a primeira opção devido a mudança no cálculo das notas.
Concorrência “perversa”
O pró-reitor de Ensino e Graduação da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Adilson Hara, afirmou que a universidade está elaborando um levantamento para saber quantos alunos de outros Estados se inscreveram para estudar no Amazonas. De acordo com o pró-reitor, neste ano a concorrência enfrentada pelos candidatos do Amazonas foi “perversa”.
Adilson Hara informou que, com a inscrição de alunos de outros Estados, as notas de corte do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) para a Ufam ficaram elevadas. “O estudante do Amazonas teve que disputar com os do Sul e Sudeste e o nível de educação desses locais é muito mais elevado que no Estado”, apontou.
Tayana Martins
Especial para A CRÍTICA