HAVANA (AFP) - Um grupo cubano de direitos humanos da oposição denunciou ontem que 35 dissidentes foram detidos temporariamente nesta semana e alguns “apanharam‘ da polícia na cidade de Camaguey, a 530 km de Havana.
A (ilegal) Comissão de Direitos Humanos e Reconciliação Nacional (CCDHRN) informou em um comunicado que 23 opositores foram ”brutalmente golpeados e detidos“ na última quarta-feira, após “realizarem uma manifestação pelas ruas da cidade”.
Os dissidentes protestavam “contra as condições cruéis e desumanas” que o prisioneiro Orlando Zapata recebe na cadeia, onde está em greve de fome desde dezembro, segundo o presidente da CCDHRN, Elizardo Sánchez.
Outros 14 opositores foram detidos na quinta-feira em uma casa de Camaguey, onde coordenavam “ações de solidariedade” a favor de Zapata, considerado como “prisioneiro de consciência pela Anistia Internacional”, desde 2003, segundo o texto.
"Quase todos os detidos foram libertados, exceto cinco que permanecem” nas unidades da polícia em Camaguey e Guantánamo, acrescentou a CCDHRN, que também pediu ao governo que coloque Zapata “em liberdade de maneira incondicional”.
Em seu informe anual, divulgado em janeiro, a comissão estimou que a situação dos direitos humanos em Cuba segue como “a pior do continente”, com 201 presos políticos, e que em 2009 foi mantida a política de repressão, intimidação e prisões temporárias dos opositores ao regime cubano.
Fonte acritica