São Paulo (ae) – O Ministério da Saúde alerta para a reintrodução no Brasil do vírus tipo 1 da dengue, que pode causar neste ano epidemias da doença principalmente entre crianças. Segundo a pasta, os Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Roraima, Tocantins e Piauí são os mais vulneráveis. Em nota técnica sobre a situação epidemiológica de 2009, o ministério informou que o vírus 1 poderá substituir o 2 e 3, predominante de 2007 a 2009, e gerar um volume maior de internações hospitalares.
“A recirculação do Denv-1 (vírus tipo 1 da dengue) alerta para possibilidade de grande circulação do vírus em cada um desses Estados e também nos demais, a partir do momento em que o sorotipo for identificado, em virtude de a população (...) não estar em contato com o mesmo desde o início da década (passada, última vez em que o vírus circulou)”, diz o texto.
As crianças são mais suscetíveis porque é maior a probabilidade de elas nunca terem entrado em contato com o vírus do tipo 1 desde a última vez em que ele circulou. “Sabemos que, quando há a reemergência de um novo vírus, há maior possibilidade porque há mais pessoas suscetíveis. É fundamental que as ações preventivas contra a doença sejam reforçadas neste momento”, disse ontem o coordenador do Programa Nacional de Controle da Dengue, Giovanini Evelin Coelho. Como não há vacina contra a dengue, a principal ação preventiva é evitar o acúmulo de água limpa, a preferida do mosquito transmissor da doença.
Vulnerabilidade
O vírus do tipo 1, segundo a literatura médica, está associado a grandes surtos epidêmicos. Também poderão ocorrer um número maior de internações, associadas a seguidas infecções por diferentes tipos de vírus.
“A situação de vulnerabilidade ainda é muito grande nas cidades brasileiras, as condições climáticas favorecem e há ainda todos os problemas na coleta do lixo”, disse Coelho, ao ser questionado sobre o risco de epidemia. “A vulnerabilidade existe e, por isso, estamos fazendo todo um esforço desde julho do ano passado”, continuou. Mato Grosso e a cidade Ribeirão Preto, em São Paulo, já têm registrado um aumento expressivo do número de casos.
Fonte acritica